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THAIS TEODOSIO Bird Girl

 Atriz, 24 anos e formada pela Faculdade CAL de Arte e Cultura.
Fiz minha primeira peça aos 9 anos e desde então soube o que queria pra minha vida.
Ao longo desses 15 anos fiz mais de 20 peças, 1 série para o canal Prime Box Brasil e 3 produções na Rede Globo.
Após alguns problemas pessoais, me afastei dos palcos e da carreira, mas descobri um amor que é: escrever.
Por isso, estou lançando um blog com pensamentos, ideias e opiniões… sempre voltado para o que vivo, para o meu dia a dia: https://ttx3.tumblr.com/
Hoje, esse texto diz exatamente sobre como me sinto:

Bird Girl

Aos vinte e um fiz uma peça que tinha como ideia central descobrir o sentido da vida. Éramos cerca de 15/20 pessoas no elenco. Todos fomos questionados sobre o que pensávamos.
Não lembro ao certo minha resposta.
Mas naquela época, não me importava o sentido dela. Não que eu não refletisse sobre, mas me bastava o fato de estar nela.
Eu fazia parte da vida de uma forma tão completa que não me preocupava nenhuma vez sequer sobre a razão dela existir.
Recentemente, não tenho conseguido parar de tentar encontrar seu sentido. E acredito que parte disso, por ter me perdido no caminho.
Tenho me reencontrado.
Tem sido lindo o reencontro.
A cada nova experiência, não tão nova assim, consigo me ver lá atrás e perceber o quanto eu era feliz naquela época. Ou melhor: eu, apenas, era.
Eu era. Eu vivia. Eu sentia. Eu, bastava.
Aquilo era felicidade.
Felicidade era fazer o que escolhi pra minha vida. Estar cercada de pessoas que escolheram o mesmo que eu e lutavam pelos seus sonhos tanto ou mais que eu mesma cheguei a lutar.
Talvez, se não tivesse me perdido, meu sonho hoje já seria outro.
Mas certamente não teria toda a maturidade que tenho, agora, pra lidar com ele. Uma maturidade que me faz não só sonhar, mas levantar e ir atrás dele. Sozinha. Sem as regalias dadas pela idade.
Nunca, em nenhum momento sequer, nem mesmo quando estava perdida, me arrependi do que escolhi fazer ou desacreditei do meu potencial para isso. Mas a ingenuidade me fazia esperar convites ao invés de “penetrar as festas”, e não é assim que funciona na vida.
Ou a gente vai à luta, ou a gente morre cheia de sonhos frustrados e acumulados.
Nesse reencontro que tenho tido comigo mesma, se engana quem pensa que meu desejo é encontrar o sentido da vida. Isso só aconteceu no momento mais perdido que estive. Diria que foi o momento que tropecei e caí num poço bem escuro e fundo.
Meu desejo de verdade?
Ser, de novo.
Ser, de uma forma novamente completa. Completa ao ponto de não me questionar mais nenhuma vez sobre a razão da vida existir.
Porque não foi pra isso que viemos aqui. Se fosse, alguém, alguma vez, já teria descoberto.
Cada um de nós precisamos saber que a vida é um presente e que o que vale à pena para que ela valha, é na verdade descobrir o nosso propósito nela.
Eu sempre soube o meu.
E todos os dias descubro formas de chegar mais próxima dele.

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