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Por Ellen Moraes Senra e Victoria Azevedo

Os dias passam e todos se perguntam: como controlar a ansiedade mediante as situações diversas e, em especial, durante a pandemia em que estamos vivendo?

Estamos vivenciando uma fase desafiadora e incerta, não sabemos como ou quando tudo isso irá acabar e este é o principal causador de diversos transtornos ansiosos.

Lembrando que a ansiedade em si não caracteriza um problema, pelo contrário, ela nos auxilia a enfrentar diferentes situações quando reguladas em nosso sistema cognitivo, porém, ficarmos ansiosos em excesso pode alterar nosso organismo.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 9% da população brasileira sofre de ansiedade.

Por essa razão, esse artigo visa auxiliar no manejo dessa desordem que acontece internamente prejudicando tudo ao nosso redor.

“Procure não se cobrar tanto, fazendo apenas o que for possível”

Cérebro como aliado e não como vilão

Nós temos uma máquina dentro de nós que pode e deve ser usada a nosso favor. Estou falando do nosso cérebro, mas, nesse caso, mais especificamente de nosso sistema cognitivo.

Você já ouviu falar sobre neuroplasticidade?

Também conhecida como plasticidade neuronal, ela se caracteriza pela capacidade de mudança e reorganização dos nossos neurônios de acordo com mudanças sociais, ambientais, experimentais, físicas e lesões mais graves, nos possibilitando o exercício de resiliência ou adaptação para passar por esses eventos de maneira mais funcional.

Quando falamos da ansiedade ou de transtornos que advém deles, a pessoa pode ficar em constante estado de vigília, antecipando uma possível ameaça, fazendo com que seu cérebro dê respostas de enfrentamento que podem ou não serem funcionais.

A proposta, agora que você sabe que tem essa capacidade de reorganização de atitudes e pensamentos, é a criação de alguns hábitos e exercícios que possam baixar o nível de tensão e ansiedade, visto que algumas atividades podem auxiliar na liberação da serotonina, um hormônio que atua regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais.

E, por isso, quando este hormônio se encontra numa baixa concentração, pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão.

Para elevar os níveis desse hormônio são indicadas atividades físicas, uma boa alimentação e o sono regulado.

Quando falamos da ansiedade ou de transtornos que advém deles, a pessoa pode ficar em constante estado de vigília

Drible a ansiedade

Outra alternativa é quando os pensamentos negativos surgirem e te causarem ansiedade, tentar, se possível, questioná-los, fazendo, assim, com que seja possível verificar se são pensamentos válidos e que auxiliam, ou se estão ali agindo somente na manutenção do comportamento ansioso.

Outras atitudes como estar próximo de quem você ama, mesmo que através de vídeo chamadas e mensagens de texto,  ou fazer coisas que gosta, como cozinhar, assistir um filme e rir com amigos, também ajudam.

Por fim,  desligue-se um pouco dos noticiários, faça sua parte mantendo a higiene e, se possível, permanecendo em casa. Porém, se precisar sair, use máscara e utilize álcool 70%.

Procure não se cobrar tanto, fazendo apenas o que for possível, e lembre-se de que essas informações são de cunho informativo, ou seja, se sentir que está efetivamente perdendo o controle, o acompanhamento com um profissional qualificado da saúde mental é essencial para um tratamento eficaz e consequente melhora.

Que possamos seguir nossas vidas na esperança de que dias melhores virão!

Autoras:

Ellen Moraes Senra é psicóloga especialista em TCC (Terapia Cognitiva Comportamental), escritora, palestrante e professora universitária. Victoria Azevedo é estudante de Psicologia.

 

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