Entrada franca: Oswaldo Montenegro lança seu filme “Solidões” e bate papo com o público no Teatro SESI Campos e Itaperuna

Premiado e elogiado pela crítica com “Léo e Bia”, seu primeiro longa-metragem, Oswaldo Montenegro está lançando “Solidões”, que conta com Vanessa Giacomo e o próprio Montenegro no elenco.

Solidões - foto de mariana vianna
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Com apresentação única do filme em cada cidade (Campos dos Goytacazes e Itaperuna), na próxima terça e quarta (26 e 27), no Teatro SESI Campos e SESI Itaperuna, o compositor/diretor vai contar histórias das gravações, falar sobre o processo de criação, o relacionamento com os atores e responder às perguntas da plateia, em um bate-papo informal, após a exibição.

Realizado com recursos próprios e a Coprodução do Canal Brasil, “Solidões” vai do riso ao drama, do musical ao documentário, da comédia romântica à sátira cruel, em várias histórias que se ligam, se encontram.

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Seria muito difícil apontar a principal qualidade que faz do filme “Solidões” uma obra tão especial. É um daqueles raros filmes que continuam conosco durante muito tempo, mesmo depois de termos deixado a sala de cinema. Talvez o motivo disso tudo resida no fato de Oswaldo Montenegro saber, como ninguém, despertar as emoções e sentimentos muitas vezes esquecidos dentro de nós, tanto através de sua música como de seu texto. 

Mostrando um profundo conhecimento da linguagem cinematográfica, a ponto de subverte-la com extrema coerência, Montenegro nos mostra os vários aspetos da solidão através de histórias muito bem costuradas e que jamais se tornam episódicas, graças à força de seu texto e a uma montagem brilhantemente caótica. Com uma bela fotografia capaz de retratar, com igual eficiência, ambientes intimistas e as paisagens mais exóticas do sertão, Oswaldo nos prova que técnica e emoção podem caminhar perfeitamente juntas, e nos presenteia com esse que é, sem dúvida alguma, um dos filmes mais originais dos últimos anos”, escreveu Paulo Henrique Fontenelle, premiado diretor dos filmes Loki e Dossiê Jango.

Vanessa Giacomo interpreta uma mulher que perde a memória e rejeita sua vida anterior, se recusando, a partir daí, a ter contato físico ou emocional com qualquer ser humano. Oswaldo Montenegro, no papel do “demônio”, enfrenta sua solidão andando pelo mundo, morrendo de saudade de Deus.  Um diabo sádico, divertido, que sai por aí oferecendo infinitas possibilidades aos solitários, caso aceitem suas inusitadas condições e exigências.

Há ainda muitos outros personagens, muitas outras solidões: o incrível “Palhaço Cocada”, de 95 anos, interpretando a si mesmo (o palhaço mais velho do Brasil) em momentos engraçados e dilacerantemente ternos. Uma mulher que, num bar, espera até de manhã por seu namorado, sem se convencer de que ele não vem. Um cantor que sai de Minas certo de fazer sucesso no Rio de Janeiro e vira músico de rua. Um sertanejo que abandona seu ninho achando que vai “ganhar o mundo” e ser feliz. Todos misturados à solidão dos atores fazendo testes e tentando entrar para esse filme, num painel divertido e cruel em que uma roda gigante gira em grande velocidade, mantendo todos absolutamente sós.

As músicas de Oswaldo Montenegro permeiam e ligam esses episódios, como rios que vão desembocar num único final: a conclusão clara de que 90% das atividades humanas existem para diminuir ou suavizar a solidão e de que só o afeto pode trazer algum resultado.

O filme foi rodado nas dunas de Arraial do Cabo (RJ), no cerrado de Brasília, no agreste de Pernambuco, Rio de Janeiro e Piraí (RJ).

Produção: Oswaldo Montenegro Produções Artísticas

Coprodução: Canal Brasil

Roteiro, direção e músicas: Oswaldo Montenegro

Com Vanessa Giacomo, Oswaldo Montenegro e grande elenco

Website: www.oswaldomontenegro.com.br

 

Serviço:

 

LANÇAMENTO (com única exibição) DO FILME “SOLIDÕES” E BATE-PAPO COM O SEU DIRETOR OSWALDO MONTENEGRO

 

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS 

 

Teatro SESI Campos

– 26/11 (terça), às 20h | Entrada franca

  • Av. Deputado Bartolomeu Lysandro, 862 – Jardim Carioca

  • Fone: (22) 2101.9052 – 9053

 

Teatro SESI Itaperuna

– 27/11 (quarta), às 20h | Entrada franca
Avenida Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 – Pres. Costa e Silva
Itaperuna

 

  • Fone (22) 3811.9219 / 9246  / 9201

Elogios que “Solidões” já recebeu:

O filme é de uma plasticidade incrível, muito criativo, e a trilha musical é bárbara”. Roberto Menescal (músico, compositor, produtor). 

“Solidões” é bem dirigido, bem fotografado, bonito, tem canções lindas; uma história que envolve a gente”. Geraldo Azevedo (cantor e compositor).

Solidões, de fato, não é um filme comum”. Ricardo Diniz, crítico.

“A mistura da religiosidade, situações pitorescas e o medo da solidão fazem do filme algo único, bem diferente do que se vê em cinema. O resultado é surpreendente e divertido”. Cláudia Felício, jornal O Fluminense.

Frases sobre o filme “Solidões” publicadas pelo crítico David Arrais

O posicionamento de contestação religiosa, com um senso exacerbado de ironia, está presente em grande parte da trilha sonora e em alguns diálogos preciosos”.

“A fotografia, em perfeita sintonia com a direção de arte, também merece destaque. A transição do preto e branco para o colorido depois que alguém tranca a porta de um cômodo é brilhante”.

“O diretor se mostra seguro ao passear por tantos gêneros dentro de uma mesma obra. Há passagens com teor erótico filmadas com a mesma competência de passagens mais simples”.

“Cada ator consegue aproveitar ao máximo o espaço que o roteiro cede a seus personagens. No entanto, merecem destaque maior Vanessa Giacomo, Kamila Pistori e Pedro Nercessian, com uma “menção honrosa” para Oswaldo Montenegro, que rouba a cena como o Diabo, em uma das melhores sequências do longa. (“Não me chame de senhor!”, ele fala em certo momento)”.

Sinopse:

“Solidões” vai do riso ao drama, do musical ao documentário, da comédia romântica à sátira cruel, sempre com a solidão focalizada em todos os seus aspectos, em várias histórias que se ligam, se encontram. Capitaneados por Vanessa Giacomo e Oswaldo Montenegro, um grande elenco se une em diversos episódios sobre o maior medo da humanidade: a solidão.

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