‘Aprendi da pior maneira possível’, diz Anderson Silva sobre derrota

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Depois da luta, muita gente no Brasil acha que o maior fenômeno do UFC de todos os tempos foi desrespeitoso, debochado e teria vendido a luta.

Chegou a hora de o ídolo Anderson Silva abrir o jogo sobre a primeira derrota que ele sofreu em 7 anos!

O fenômeno do MMA recebeu o Fantástico pra responder às perguntas que os fãs vêm fazendo desde o sábado passado: faltou humildade? Teve armação?

A imagem não sai da cabeça. mas com o carinho dos fãs Anderson Silva tenta se levantar. A senhorinha diz “eu rezo por você”. Anderson também rezou. E chorou depois da luta contra Chris Weidman. Foi a primeira derrota em sete anos, o primeiro nocaute sofrido em toda a carreira. Depois da luta, muita gente no Brasil acha que o maior fenômeno do UFC de todos os tempos foi desrespeitoso, debochado e, pior, teria vendido a luta.

Será? Em uma semana, Anderson Silva foi do céu ao inferno. Recebeu duras críticas pela derrota e, em meio a esse momento turbulento, inédito na carreira, ele aceitou receber o Fantástico na academia dele, na região de Los Angeles.

Fantástico – Anderson, como você está lidando com a derrota, com o fato de não ser mais o número 1?

Anderson Silva: “É difícil, não é muito fácil. Ninguém gosta de perder. Eu treino quatro meses para vencer, mas você acaba aprendendo com os erros. E eu aprendi da pior maneira possível.

Fantástico: O que passou pela cabeça na hora do nocaute?

Anderson: Então, na verdade não passou nada na minha cabeça na hora do nocaute, porque eu nem vi. Depois que passou, baixou um pouco os ânimos de todo mundo, eu comecei a perceber que eu tinha algumas coisas as quais eu deveria me questionar, questionar o próprio Anderson Silva.

Fantástico: Por que você acha que perdeu?

Anderson: Não tirando os méritos dele, mas eu acho que eu perdi para mim mesmo, né? E quando você perde pra você mesmo é a pior derrota que existe, né?

Para o lutador brasileiro explicar essa derrota, mostramos a ele as imagens do combate.

Fantástico: Você estava nervoso?

Anderson: Não. Eu não fico mais nervoso, já passou essa fase de nervosismo, né?

Fantástico: Que que você falou ali?

Anderson: É, eu tava falando pra ele manter a luta em pé, né? As pessoas gostam da luta em pé, né?

Até que o inesperado aconteceu.

Anderson: Ele acabou botando o golpe exatamente certo, né?, No momento certo.

Fantástico: Perder por nocaute abala?

Anderson: É claro que vai ficar marcado na minha história. Anderson Silva foi nocauteado. Mas isso serve como aprendizado.

Agora, vamos ver o que especialistas dizem sobre o desempenho e a atitude de Anderson Silva na derrota histórica e o que o próprio lutador acha dos comentários.

“Ele calculou errado a distância, por mais que ele faça isso, ele faça isso bem, ele errou ali na luta”, afirma Cleber de Oliveira, professor de jiu-jítsu.

Anderson: Ah, eu acho que se eu tivesse dado um passo atrás eu não teria sido derrubado, claro que não. Tenho plena certeza disso.

O brasileiro Renzo Gracie, que é um dos treinadores de Weidman, acha que Anderson Silva tem um padrão de luta.

“Ele é um lutador de contragolpes. Ele se expõe para que o oponente o ataque, e com isso ele nocauteia. Se você for ver as lutas deles, esse normalmente é o padrão de técnica dele”, afirma Renso Gracie, treinador de  Chris Weidman

“Eu sou um lutador que luta de acordo, de acordo com o meu adversário, né? Eu me considero um lutador completo”, diz Anderson.

No fim da luta, ele chegou a ser vaiado. E, nas redes sociais, foi chamado de arrogante pelos fãs.

“Eu respeito o que eles têm a dizer, mas eu não luto só pros fãs, eu luto porque eu amo, eu faço o que eu gosto. E, infelizmente, os fãs mostraram que eles não são tão fãs assim”, afirma Anderson.

Servílio Oliveira, primeiro brasileiro medalhista olímpico no boxe, também não gostou da postura do atleta.

“Quando o lutador luta com seriedade, respeitando o próximo, o desempenho é melhor”, Servílio de Oliveira ex-pugilista.

“E excesso de confiança ultrapassou o limite da humildade. E, infelizmente, aconteceu o que aconteceu”, diz Popó, ex-pugilista.

Anderson: Eu não cheguei até aqui não sendo humilde, né?

Durante todo esse tempo deu certo, né? E eu fazendo todas as coisas as quais eu fiz, as provocações e com guarda baixa, até porque eu sou super fã do estilo do Mohammad Ali, do Roy Jones Jr.

As provocações são marca desses dois lutadores de boxe americanos – e uma estratégia antiga de Anderson para desestabilizar os adversários. Ele fez isso várias vezes e ganhou.

O lutador Vitor Belfort, que perdeu para Anderson Silva dois anos atrás, criticou por email a postura do rival. “Uma atitude desrespeitosa de um único atleta (mesmo sendo campeão várias vezes) não pode valer para todos os outros lutadores. Esporte é respeito!”

“Não. Não faltou respeito. Eu respeito todos os atletas, respeito o Weidman. Se fosse o Mohammad Ali falando que eu não fui humilde, aí eu ia me questionar, iria pensar se eu não fui humilde ou não”, contesta Anderson.

Com a derrota inesperada o final inesperado, começaram as especulações. Dias antes da luta, numa entrevista para uma TV canadense, Anderson disse em tom de ironia que o desfecho ideal do combate seria uma vitória do adversário.

Essa entrevista e o boato de uma possível aposta milionária no Weidman desafiante fizeram os fãs suspeitarem de marmelada.

Fantástico: Muita gente achou que houve armação. O resultado da luta foi combinado?
Anderson: Não foi combinado. Eu nunca faria isso, até em respeito aos meus fãs e ao Brasil, né? Eu sempre disse que esse título era um título brasileiro e que ele ia continuar no Brasil. Infelizmente não deu.

Depois da luta, Anderson voltou pra Califórnia, onde mora. Reencontrou a mulher e conversou com os filhos pelo telefone. “Meu filho falou: ’pai, parabéns. Você fez o que tinha de fazer. Não tem que se preocupar com nada, o importante é que voê está bem’”, conta.

Por causa do nocaute, Anderson está impedido de lutar, por razões médicas, até 21 de agosto. Mas já retomou os treinos na academia, cercado de amigos e de frases de superação.

Fantástico: Você chegou a falar em aposentadoria, mas agora está decidido que quer uma revanche, é isso?

Anderson: Então, aposentar, todo mundo tem que aposentar um dia, né? Mas ainda não chegou a minha vez de aposentar ainda. Vou fazer a revanche com o Chris, sim. Ele me deu essa oportunidade também. Dia 28 de dezembro a gente vai lutar de novo.

Anderson: Isso é mais uma prova que eu tenho que me superar de novo, né? De que eu tenho que me reiventar como pessoa, como atleta e tentar superar tudo isso.

Fantástico: Mas sem provocação, a partir de agora?

Anderson: Eu acho que as provocações existem, elas têm que continuar, faz parte do show, né? Se tivesse sido ao contrário as pessoas não iam estar criticando tanto, iam estar falando “pô, ele é o máximo’.

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